Derek olhou para si mesmo e fez uma careta.
- Não temos muito tempo, Rose.
- Não temos tempo? Ora, diz isso para o sangue que você está perdendo. Vamos, vou fazer um curativo nisso.
Ele ia brigar. Olhei para ele. Derek não resistiu.
- Tudo bem. Acha que consegue fazer isso rápido? Richard pode voltar logo, sabia?
- Consigo fazer os curativos mais rápido do que ele. Agora venha aqui. Sente no sofá. - Ele obedeceu. - Vou pegar as coisas no quarto. Só um minuto.
Fui e voltei mais rápido do que um pensamento. Talvez nem tão rápido, mas não demorei.
Abri o kit de primeiros socorros e cuidei dos ferimentos. Derek as vezes grunhia.
- Acabei. - Eu disse, sorrindo.
- Mas que unhas grandes, Rose. Isso machuca, quando você arranha alguém, sabia? Argh.
- Desculpe, mas eu não vou me desfazer delas, tudo bem? Agora, Harry Potter, vamos. Você não estava com pressa?
- Harry Potter, Rose? Agora vai querer imitar o Richard?
Eu ri. Ele riu também.
- Seu bobo... Mas agora acho que temos que ir.
- Tem razão. Já arrumou suas coisas?
- Falta pouco para acabar de arrumar. Mas para onde vamos?
- Pegar um táxi até Lauger Street. Tem uma pessoa que precisamos encontrar.
- É um dos seus amigos, que precisamos para acabar com a gangue?
- Sim. E ele é professor de magia. Acho que poderia dar algumas aulas pra você... Afinal, Rose, você precisa conhecer pelo menos os truques básicos.
- Acha que eu aprendo?
- Todos nós temos poder. Uns mais outros menos. Mas se treinar, você consegue sim.
- Você nasceu sendo um feiticeiro, não é? Eu não. Como posso ser uma feiticeira, então?
- Eu nasci feiticeiro, por que é de família. O meu poder já era grande, então não precisei descobri - lo. Agora, vamos ter que descobrir o poder em você.
- Já estou ansiosa. - Peguei minha bolsa no sofá - Vamos?
- Vamos.
Fui em direção à saída. Ele deixou eu passar primeiro. Depois saiu e fechou a porta.
Quando chegamos na rua, não demorou muito para um táxi passar. Fiz um sinal para ele parar, e entramos. Derk disse ao motorista o endereço. Não falamos nada durante a viagem.
Quando o carro parou, ele pagou a corrida e saímos.
Na nossa frente, uma casa enorme, toda pintada de um verde claro. Ele tocou a campainha. Quem atendeu foi um garoto magrelo, que usava óculos. Ele era bonito.
- Derek? Quanto tempo!
- Faz muito tempo mesmo. Nathan, precisamos da sua ajuda.
- Ajuda? Entrem, por favor.
Derek entrou primeiro. Quando eu passei pela porta, Nathan sorriu para mim e eu retribui.
- Vejo que arranjou uma namorada. Quem é você?
- Rose.
- Muito prazer. Meu nome é Nathan, mas pode me chamar de Nath.
Eu não parava de sorrir. Não sei se era porque o garoto era mesmo bonito, ou se era porque ele estava falando comigo. Só sei que estava corando, e tentei parar, mas não funcionou. Derek olhou pra mim.
- Nathan, pode parando aí.
Nath olhou para Derek. De repente a sensação de antes começou a se esvair, e eu me senti mais a vontade.
- O que você fez? - perguntei.
- Ele acabou de usar um feitiço em você, Rose. Fez você se sentir atraída por ele. - Disse Derek.
- Me desculpe, não fiz por mal. Hábito.
Acenei com a cabeça, em resposta. Não sabia o que dizer.
- Mas por que vocês vieram aqui?
- Queremos derrotar o Max e sua gangue. Para acabar com tudo, de uma vez por todas. Eles estão querendo me matar. Achamos que você poderia nos ajudar.
- Ela já sabe de tudo? - ele olhou para mim.
- Sei. - Respondi.
- Ajudo, então. Mas como podemos começar?
- Preciso que ensine a ela alguns truques. Você, que já foi professor de magia...
Quando Derek falara sobre um professor, imaginava alguém mais velho. Não um garoto, da nossa idade.
- Fui sim. Mas agora só cuido de poções. Mesmo assim posso abrir uma exceção. - Ele sorriu para mim.
Podia sentir o ciumes de Derek. Olhei para ele, e fiz um olhar de reprovação.
- Vamos subir, estava preparando algumas poções.
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