segunda-feira, 15 de julho de 2013

Fugindo de Problemas #9

 - Não vou sem dar uma olhada nos seus ferimentos. Você está sangrando muito.
 Derek olhou para si mesmo e fez uma careta.
 - Não temos muito tempo, Rose. 
 - Não temos tempo? Ora, diz isso para o sangue que você está perdendo. Vamos, vou fazer um curativo nisso.
 Ele ia brigar. Olhei para ele. Derek não resistiu.
 - Tudo bem. Acha que consegue fazer isso rápido? Richard pode voltar logo, sabia?
 - Consigo fazer os curativos mais rápido do que ele. Agora venha aqui. Sente no sofá. - Ele obedeceu. - Vou pegar as coisas no quarto. Só um minuto.
 Fui e voltei mais rápido do que um pensamento. Talvez nem tão rápido, mas não demorei.
 Abri o kit de primeiros socorros e cuidei dos ferimentos. Derek as vezes grunhia.
 - Acabei. - Eu disse, sorrindo.
 - Mas que unhas grandes, Rose. Isso machuca, quando você arranha alguém, sabia? Argh.
 - Desculpe, mas eu não vou me desfazer delas, tudo bem? Agora, Harry Potter, vamos. Você não estava com pressa?
 - Harry Potter, Rose? Agora vai querer imitar o Richard? 
  Eu ri. Ele riu também.
 - Seu bobo... Mas agora acho que temos que ir.
 - Tem razão. Já arrumou suas coisas?
 - Falta pouco para acabar de arrumar. Mas para onde vamos?
 - Pegar um táxi até Lauger Street. Tem uma pessoa que precisamos encontrar.
 - É um dos seus amigos, que precisamos para acabar com a gangue?
 - Sim. E ele é professor de magia. Acho que poderia dar algumas aulas pra você... Afinal, Rose, você precisa conhecer pelo menos os truques básicos.
 - Acha que eu aprendo?
 - Todos nós temos poder. Uns mais outros menos. Mas se treinar, você consegue sim.
 - Você nasceu sendo um feiticeiro, não é? Eu não. Como posso ser uma feiticeira, então?
 - Eu nasci feiticeiro, por que é de família. O meu poder já era grande, então não precisei descobri - lo. Agora, vamos ter que descobrir o poder em você.
 - Já estou ansiosa. - Peguei minha bolsa no sofá - Vamos?
 - Vamos.
 Fui em direção à saída. Ele deixou eu passar primeiro. Depois saiu e fechou a porta.
 Quando chegamos na rua, não demorou muito para um táxi passar. Fiz um sinal para ele parar, e entramos. Derk disse ao motorista o endereço. Não falamos nada durante a viagem.
 Quando o carro parou, ele pagou a corrida e saímos. 
 Na nossa frente, uma casa enorme, toda pintada de um verde claro. Ele tocou a campainha. Quem atendeu foi um garoto magrelo, que usava óculos. Ele era bonito.
 - Derek? Quanto tempo!
 - Faz muito tempo mesmo. Nathan, precisamos da sua ajuda.
 - Ajuda? Entrem, por favor.
 Derek entrou primeiro. Quando eu passei pela porta, Nathan sorriu para mim e eu retribui.
 - Vejo que arranjou uma namorada. Quem é você?
 - Rose.
 - Muito prazer. Meu nome é Nathan, mas pode me chamar de Nath.
 Eu não parava de sorrir. Não sei se era porque o garoto era mesmo bonito, ou se era porque ele estava falando comigo. Só sei que estava corando, e tentei parar, mas não funcionou. Derek olhou pra mim.
 - Nathan, pode parando aí.
 Nath olhou para Derek. De repente a sensação de antes começou a se esvair, e eu me senti mais a vontade.
 - O que você fez? - perguntei.
 - Ele acabou de usar um feitiço em você, Rose. Fez você se sentir atraída por ele. - Disse Derek.
 - Me desculpe, não fiz por mal. Hábito.
 Acenei com a cabeça, em resposta. Não sabia o que dizer.
 - Mas por que vocês vieram aqui? 
 - Queremos derrotar o Max e sua gangue. Para acabar com tudo, de uma vez por todas. Eles estão querendo me matar. Achamos que você poderia nos ajudar.
 - Ela já sabe de tudo? - ele olhou para mim.
 - Sei. - Respondi.
 - Ajudo, então. Mas como podemos começar?
 - Preciso que ensine a ela alguns truques. Você, que já foi professor de magia...
 Quando Derek falara sobre um professor, imaginava alguém mais velho. Não um garoto, da nossa idade.
 - Fui sim. Mas agora só cuido de poções. Mesmo assim posso abrir uma exceção. - Ele sorriu para mim.
  Podia sentir o ciumes de Derek. Olhei para ele, e fiz um olhar de reprovação.
 - Vamos subir, estava preparando algumas poções. 

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