quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Fugindo de Problemas #14

  Levantei e me vesti.
  Derek já tinha saído, deixando apenas um bilhete: "Eu fui até o mercado mágico comprar algumas coisas para Nathan fazer poções, volto logo. Te amo". 
 Ele tinha ido comprar para o Nathan e não com o Nathan. Ou seja, Nath ainda estava na casa.
 - Oi? - disse ele, da porta. Pulei. Que susto! - Te assustei?
 - Um pouco. Só estava pensando. Que poção você vai fazer?
 - Quero expandir o poder para uma cidade toda. Será que eu seria capaz de cegar todos por alguns segundos? Ou matar tanta gente? É interessante.
 - Matar?
 - Eu não faria isso, mas seria interessante ter esse poder. Derek foi comprar ingredientes que podem me ajudar. 
 - Ah. Posso perguntar uma coisa? 
 - O que?
 - Bem... O que você... O que você achou de virmos para cá?
  Eu queria saber o que ele achava disso. Não sabia se estava incomodando ou não.
 - O que eu achei? Eu adorei! Já faz sei lá quantos anos que estou morando sozinho, e ter companhia é sempre bom! E, além do mais, eu gosto de vocês. Dos dois. Mas acabei me interessando por você. Mas ele chegou primeiro e respeito isso. E eu gosto realmente de você, e não seria capaz de trair meu amigo, entende? 
 - Sim. Mas e se eu quisesse? - onde eu estava com a cabeça? Ele não estava usando nenhum feitiço para me fazer gostar dele, mas ainda assim estava falando tudo, como se ele me obrigasse a falar só a verdade.
 Os olhos dele brilharam.
 - O quê?
 - E se eu quisesse fazer isso? - Seria um amor doentio, um triângulo amoroso. Eu amava Derek, muito. Toda vez que nos beijávamos parecia o primeiro beijo: suave e apaixonado. Mas Nathan estava ali e a presença dele mexia com a minha cabeça, como se eu necessitasse dele. Isso chegava a ser esquisito, mas era verdadeiro.
 - Desculpe, eu acho que fiz isso de novo. - Ele fechou os olhos, nada aconteceu. Abriu e fechou os punhos, mas nada acontecia.
 - Você não está fazendo nada. Eu é que fiquei louca de vez, desculpa.
  E ficamos ali, um olhando para o outro. Meu Deus, que loucura! Eu ainda não acredito no que aconteceu.
  Ele colocou a mão em meu pescoço, como se estivesse perguntando posso?, e eu deixei. Queria me afastar, mas isso não aconteceu. Então ele se aproximou devagar até encostar os seus lábios nos meus.
  Eu me afastei.
  - Desculpa, de novo. - disse ele.
  - Não, deixa. Esquece isso, tudo bem?
  A ideia de esquecer seria difícil.
  - Claro.
  Derek chegou nesse mesmo instante. 
  - O que ouve? Vocês estão com cara de mortos.
  - Eu posso falar com você, lá no quarto?
  - O.k.
  Eu o levei até o cômodo em que tínhamos passado a noite.

 - Então... é o seguinte.

Nenhum comentário:

Postar um comentário