- Fique aqui fora, vou ver se tem alguém lá dentro.
- Aqui fora? - eu disse, temendo o pior. Àquela hora, poucos eram os que passavam na rua.
- Sim. Com medo, Rose?
Balancei a cabeça negativamente, mesmo tremendo de medo.
- Ótimo, pois lá dentro podem ter coisas piores do que você está vendo agora.
Olhei para a rua. O que seria pior que assassinos e ladrões?
Assassinos lobisomens.
- Tudo bem, mas não demora, ta?
- Vou tentar.
Ele entrou na fábrica.
O tempo passou rápido, o movimento cessou, até que ele chegou.
- A entrada está livre, podemos entrar agora.
Entrei, junto com ele. Era um lugar suuuuper sinistro! Quer dizer, antigo. Muito antigo.
- Esse lugar tem muito pó e teias de aranha.
Ele nem escutou.
- Mantenha os olhos abertos. Qualquer movimentação estranha, me avise.
Aparentemente não tinha nada. Até que eu vi algo se mexer, como se fosse um cachorro no fundo.
- Um cachorro - sussurrei.
- Cachorro? Mas não tem... Cuidado!
Quando ele gritou isso, me assustei, e abaixei, no mesmo instante.
Parado, na nossa frente, estava lá um lobo. Um lobisomem.
- Richard. - Disse Derek, sem entusiasmo.
- Derek. - O outro garoto, que aparentemente tinha a mesma idade de Derek, disse, com a mesma espressão.
- O que faz aqui? Fugiu da mamãe, feiticeiro?
- Onde estão os outros?
- Não sou obrigado a falar. Hum... Vejo que arranjou uma amiguinha... E aí, qual o gosto do sangue dela?
- Gosto do sangue dela? O quê?!
- Fica calma, Rose. Ele só está querendo te assustar.
Querendo? Já tinha assustado, e muito!
- E consegui, não é? Posso sentir o cheiro de seu medo, de longe. Mas a que deve esta visitinha inesperada, Harry Potter? - Ele começou a rir da sua própria piada (sem nenhuma graça, por sinal).
- Quero falar com o Max.
- Ele não está, o que você quer?
- Eu só falo com o Max.
- Só com ele? Pois saiba que seu amigo feiticeiro está bem longe. Quer matar ele, não? Tente! Não ficarei surpreso se não conseguir.
- Vou conseguir. Só vim falar isso, então, se não tiver sorte te vejo de novo.
- Ei, ei! Espera! Acha que vem aqui no nosso lar, - ele chama aquilo de lar? - e vai embora assim? Nos passe a garota.
Nos passe a garota? Eu não sou um simples troféu que deve ser passado de mão em mão, viu?
- Vai sonhando, Richard. Se acha que vou entregá - la, pode esperar sentado.
- Ou é ela ou... Eu conto.
- Contar o quê ?
- Você sabe, Derek.
O que ele sabia? Mais mistérios. Esse era o Derek...
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