quarta-feira, 26 de junho de 2013

Fugindo de Problemas #7

 Derek estava inquieto. Andava de um lado para o outro, com caneta e papel em mãos.
 Estava traçando um plano para cercar Max e sua gangue.
 De repente ele atirou o papel com força excessiva na parede.
 - Droga, Rose, droga! Não consigo pensar em nada.
 - Claro, com fome... Já são 16:00 e ainda não almoçamos.
 - Tem razão. O que vamos fazer hoje?
 - Não sei... não pode simplesmente fazer tudo aparecer com mágica? Puft?
 - Puft?
 Eu gesticulei para ele, como se algo estivesse aparecendo.
 - Magia é uma coisa séria, sabia? Não pode se gastar para coisas inuteis. Na hora que você mais precisa, ela pode te deixar na mão. Não tenho todo o poder do mundo. Ninguém tem.
 - Mas comida não é uma coisa inútel!
 Ele olhou para mim. Na verdade, para a minha barriga!
 - Ei! Posso ser magra, mas eu gosto de comida, viu?
 - Você não é magra. É um palito.
 Isso foi uma ofensa. Me atingiu. Um para Derek. Zero para Rose.
 Olhei para ele, incrédula. Ele entendeu o que o meu olhar significava.
 "Como ousa me chamar de palito??"
 - Tudo bem, não é para tanto. Mas você é muito magra. Queria ver se fosse um lobisomem, como comeria!
 Por um instante, ele ficou pensativo, como se me imaginasse como um lobo. Sorriu. Deveria ter gostado.
 - Derek!
 - Que foi? Ok, vou me concentrar em preparar alguma coisa. Mas só desta vez, tudo bem?
 Eu não respondi, então se concentrou, e, sem muito esforço, pronunciou três palavras, em algo que parecia com latim.
 - In onerariis procul.
 UAU! Não sei como descrever direito o que aconteceu em seguida.
 O cenário em que nos encontrávamos começou a... Se deformar.
 O pequeno quarto de hotel em que estávamos antes se transformou em um restaurante chinês.
 - Gosta de comida chinesa? - perguntou, sorrindo.
 - Nossa, Derek. Que máximo! Onde estamos?
 - Onde você acha?
 - China?
 - Sim.
 - Que legal! Você nem fez esforço para vir até aqui.
 - Não pareceu? Mas exigiu um pouquinho sim. Os feitiços de teleporte são mais difíceis.
 Então fizemos o pedido e conversamos sobre o plano.
 - Têm ideias do que podemos fazer? - perguntei.
 - Podemos chamar outros super dotados que queiram nos ajudar. Depois cercaremos eles.
  Epa. Mais um obstáculo no caminho.
 - Outros? Vai demorar para pegarmos eles?
 - Sim. Ainda temos que achar Max e chamar amigos que possam ajudar. Depois vamos planejar algo. Mas agora vamos apenas comer, ok?
 - Tudo bem.
 E o dia passou, rapidamente. Até que a noite chegou.
 E aconteceu.

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